O Distrito Federal registrou o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, segundo relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, ligado à Organização das Nações Unidas. As informações foram publicadas pelo Correio Braziliense.
De acordo com o levantamento, divulgado nesta terça-feira (26), o Distrito Federal alcançou índice de 0,866 no período analisado entre 2012 e 2024. O estudo considera fatores como renda, longevidade e educação para medir o nível de desenvolvimento humano das unidades federativas brasileiras.
O IDH varia de zero a um: quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento da região analisada.
Segundo Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da unidade de desenvolvimento humano do Pnud Brasil, a elevada renda per capita do DF foi determinante para o resultado da capital federal.
Além da liderança nacional, o relatório também destacou a expectativa de vida ao nascer no Distrito Federal, que chegou a 79,75 anos — uma das mais altas do país.
Educação do DF também lidera ranking nacional
O estudo aponta ainda que o Distrito Federal apresentou o melhor índice de educação entre as unidades analisadas, alcançando marca de 0,851 em 2024.
O relatório também analisou diferenças educacionais entre grupos raciais. Nesse cenário, o DF registrou os maiores índices do país tanto para a população branca quanto para a população negra:
- População branca: 0,886
- População negra: 0,827
A diferença entre os dois grupos ficou em 0,059.
Apesar dos números elevados, especialistas alertam que ainda existem desafios sociais e desigualdades importantes a serem enfrentados, inclusive em estados com alto nível de desenvolvimento humano.
Betina Ferraz citou São Paulo como exemplo de unidade federativa que possui IDH elevado, mas ainda convive com problemas estruturais e sociais.
Centro-Oeste teve desempenho acima da média
Na região Centro-Oeste, Goiás e Mato Grosso também apareceram na faixa de desenvolvimento humano alto. Já Mato Grosso do Sul ficou abaixo desse grupo, registrando índice de 0,797.
O relatório reforça o peso econômico e social do Distrito Federal no cenário nacional, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de políticas públicas voltadas para redução das desigualdades e ampliação do acesso à educação e qualidade de vida.
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